
o fashion rio acabou semana passada. nada além do esperado e já previsto por todos.
cinza, micros, metalizados, balonês, leggings, calças skinny, anos 60 e 80, botas sem salto de cano alto, botinhas curtas (ankle boots) e mais cinza. bem, esse será nosso inverno.
déja-vu.
alcino leite neto, editor de moda da folha de sp, na matéria “fashion rio sofre com fórmulas clonadas”, fala sobre essa sensação que parece estar em todos:
“(...) uma temporada marcada pela falta de idéias e pelo excesso de fórmulas prontas repetidas à exaustão. num momento em que o brasil briga para criar uma identidade para a moda nacional e luta por espaço no mercado estrangeiro, é no mínimo decepcionante constatar que muitas marcas continuam usando referências tão explícitas e até mesmo literais a coleções apresentadas anteriormente na europa e nos eua. (...) subprodutos das últimas coleções de grifes como prada, calvin klein, marni e gucci apareceram várias vezes na passarela, em apresentações sem nenhuma originalidade. muitas delas não mereciam estar numa semana de moda do porte do fashion rio (...)”
é triste essa falta de criatividade e essas referencias (vulgo: cópia) internacionais. é claro que não podemos ir na contramão de tudo que está acontecendo no mundo, até mesmo porque hoje caminhamos juntos, não é isso, não pense que estou falando de índios, mulatas, amazônia, carnaval, futebol e praia (nada contra). não! pelamordedeus! estou falando de idéias, de criatividade e de uma identidade e personalidade brasileira.
:/
e se o saldo das criações foi negativo, o dos negócios foi super positivo.
segundo artigo do
mercadocompetitivo, a estimativa é que esta edição do fashion rio renda r$340 milhões em vendas para o mercado interno e us$13 milhões para as exportações. esses valores são estimados, parte das vendas já está fechada e outra parte é previsão. se tudo se confirmar, será uma alta de 12% para o mercado interno e 15% para exportações, sobre a edição de janeiro de 2006.
é isso.
o spfw começa hoje com a proposta de dar identidade à moda brasileira. vamos esperar.